terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Rapidinha

Saiu de casa como que para expulsar os demônios que ficam presos em sua mente, quando passa muito tempo sozinho. Às vezes, sair, e ouvir as pessoas certas falando sobre coisas aleatórias é a melhor terapia (dá pra resumir isso que eu disse em "amizade"). E, então, João foi pra esse lugar, um restaurante, na Av. Atlântica. Na verdade, era só pra passar uma tarde regada a cerveja e bom papo e era pra ser só isso mesmo, bastava. João foi pra lá encontrar com os amigos de sempre, pra falar sobre as mesmas coisas de sempre, no mesmo lugar que eles vêm frequentando desde a universidade. E ao se dar conta dessa linearidade tediosa, dessa repetição constante que é a sua vida, em vez de exorcizar seus problemas, absorveu mais alguns e aí ficou mais calado do que geralmente, riu só por rir, bebeu mais do que devia, chegou em casa na merda. Foi pra casa, bêbado, triste e sozinho no meio da semana. E aí, é claro, chorou. Chorou pra caralho, é sério. Perdeu a noção do tempo que tinha passado sofrendo ali e já tinha até esquecido o porquê de estar chorando daquele jeito e foi só aí que, enfim, ficou bem.

2 comentários:

Táxi Pluvioso disse...

Cerveja ajuda a esquecer de se lembrar. bfds

Bárbara Reis disse...

Ok,me identifiquei com João.