sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Sobre a linguagem

Estava tranqüilo,na minha,e de repente me surge uma reflexão:a língua.Não aquela que fica na boca,mas a linguagem.
Pensei sobre os blogs portugueses que tenho visto e o quanto demorei pra ter certeza de que não eram blogs brasileiros.Vendo o quanto os dois portugueses,o brasileiro e o de Portugal,ainda são próximos,comecei a pensar na linguagem de uma maneira geral.A mesma língua que nos permite a expressão dos mais nobres sentimentos,reflexões e vontades é a mesma que transforma alguns em ignorantes e alienados.O analfabetismo isola as pessoas em um outro mundo e a partir daí fica muito difícil conectar-se com uma outra realidade:a do conhecimento.E essa mesma língua,ainda nos impõe outra barreira:como expressar sentimentos indefiníveis,indescritíveis?Muitos deles até podem ser descritos mas,muitas vezes,não com a mesma intensidade.Essa é uma das grandes dificuldades para um poeta.Como transpor essa barreira entre sentimentos e a representação deles através da língua?E nesse misto de reflexões e conclusões,lembro-me de outra coisa bem interessante:não existe no inglês um sinônimo direto para a palavra "saudade".Existem verbos ou adjetivos que só podem ser usadas em situações específicas como:miss ou homesick(saudade de casa).Observando isso,vê-se mais um obstáculo:as disparidades entre as línguas,o que faz muito sentido já que as pessoas sentem necessidades de expressar coisas diferentes em cada lugar,apesar de eu ter a impressão de que todos são bem parecidos em todo lugar do mundo.Mesmo com obstáculos,barreiras e empecilhos,o conhecimento de diferentes línguas continua sendo fascinante.Aqui no Brasil,na Indonésia,em Portugal,na Islândia ou em qualquer outro lugar.

Texto confuso,mas foi muito bom ter escrito isso!

Ah,Klaxons é muito bom!Gravity's Rainbow é o auge!

2 comentários:

Táxi Pluvioso disse...

Sim, a linguagem está relacionada a um código referente. Até de bairro para bairro, o sentido das palavras, usadas na comunicação, variam.

Quanto à saudade, ela significa uma maneira doentia do português viver no estrangeiro. Um português não tem a capacidade de se integrar nas sociedades para as quais emigra, daí chora a terreola onde nasceu e as saias da mãe. Os poetas depois exageraram isto como uma coisa boa.

Mari. disse...

não está confuso o texto...
...e klaxons é muito bom mesmo \o/.