sábado, 28 de novembro de 2009

eu quero.

começo a me irritar
com os cheiros que ficam
impregnados em mim.

por todo lugar que passo,
de todo mundo que eu vejo,
eu guardo alguma coisa.

é o ápice da empatia,imagino.
eu não consigo deixar de ser o outro,
todos eles grudam em mim
pra nunca mais.

e de tanto ser hibrido,inoriginal,
em vez do vulgar,acabo por me tornar
meio que eu mesmo,
fico Único,mesmo que sem perceber.

2 comentários:

Táxi Pluvioso disse...

Bom, o Proust fartou-se de escrever sobre os cheiros... boa semana.

Bárbara Reis disse...

Me identifiquei.

Saudades imensas de ler o seu blog.