terça-feira, 4 de agosto de 2009

Eu e ela

Saio do vagão à procura dela.Meu amigo disse que me encontraria no banquinho do lado da lixeira laranja.E eu em busca dela.Eu perguntei a ele:"Mas tem só uma lixeira laranja na estação inteira?"E ele disse:"Não,cara,mas na parte em que você vai sair,só vai ter essa,confia em mim".E eu,ligeiramente sonolento,pois ainda era bem cedo,não a encontrava de jeito nenhum.Além disso,estava morrendo de vergonha de perguntar a alguém,pois não é como perguntar sobre algum ponto-de-referência comum ou um ponto turístico.Seria mais ou menos assim:"Senhora,sabe onde fica A Lixeira Laranja?",e ficaria aquele ar de...de quando uma pessoa acha que a outra fez uma pergunta muito idiota e não tem coragem de ser grossa,por não conhecer ou por simples educação.Então,resolvo mudar de foco.Procuro pelo banquinho.Mas o problema é que existem vários banquinhos e nenhum deles parece ter uma lixeira do lado,nem laranja nem de qualquer outra cor.E,então,quando já fico desesperançoso e nervoso também,vejo meu amigo acenando pra mim ao longe.Vou andando na direção dele e pergunto:"Cadê a tal da lixeira laranja?",e ele,com a maior naturalidade:"Ah,sei lá,devem ter tirado".Às vezes,acho que meus amigos não estão muito aí pra mim.

3 comentários:

Mel. disse...

Hahah,a isso realmente aconteceu?
Cômico, também já passei por situações parecidas.

Masquerade disse...

Pedaço de livro.

Bárbara Reis disse...

Eles ligam pra você. Mesmo quando o sinal da operadora de telefonia não é bom o suficiente para avisar que não vai dar pra ir à exposição.