segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Reações pós-papel

Acabei de escrever um texto à mão.A falta de praticidade fica evidente e agora,por exemplo,percebo minha mente lenta demais para redigir aqui no computador,pois aqui,há a possibilidade de se escrever muito mais em muito menos tempo,pode-se dizer mais coisas,com menos esforço e maior velocidade,o que é ótimo.Sinto-me mal agora por não estar conseguindo raciocinar tão rápido para escrever aqui e por ter mãos nervosas e inábeis,nesse momento,para as teclas.Devido a isso,é até provável que sejam aumentadas as possibilidades de erro(tanto de digitação quanto gramaticais).Os meus manuscritos,por exemplo,possuem um número maior de erros gramaticais.Ah,quão desconfortável me sinto agora.Ruim mesmo.Sentir-se mal como me sinto agora,às 1h20 da madrugada,de mãos atadas.O melhor é relaxar e dormir.Só isso me resta agora(além de um bom copo d'água).




Há poesia demais em mim.
Sinto-me irreal,
digno de histórias em quadrinho
e novelas da Globo.

A minha excessiva poeticidade,
torna-me monstro.
Monstro pela exagerada distinção,
quando em comparação aos outros.

A minha beleza e enorme diferença,
perante todos os outros,
me exclui e torna-me triste.

Canso-me de ser diferente,
renuncio toda essa nobreza
e cubro-me de ordinariedade.

2 comentários:

M. A. disse...

Deixou o vinho para ser, de novo, água no copo frio.

Gosto dos teus versos (sinto que já disse isso antes)

Bárbara Reis disse...

"A minha excessiva poeticidade,
torna-me monstro.
Monstro pela exagerada distinção,
quando em comparação aos outros."


Me identifiquei com isso. Sua poesia é boa,Black.
Amo escrever à mão.Sou muito mais lenta para criar digitando,à mão,é muito mais natural.